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Choque Elétrico
O que acontece
O choque elétrico, geralmente causado por altas descargas, é
sempre grave, podendo causar distúrbios na circulação
sanguínea e, em casos extremos, levar à parada cárdio-respiratória.
Na pele, podem aparecer duas pequenas áreas de queimaduras (geralmente
de 3º grau) - a de entrada e de saída da corrente elétrica.
Primeiras
providências
Desligue o aparelho da tomada ou a chave geral.
Se tiver que usar as mãos para remover uma pessoa, envolva-as
em jornal ou um saco de papel.
Empurre a vítima para longe da fonte de eletricidade com um
objeto seco, não-condutor de corrente, como um cabo de vassoura, tábua,
corda seca, cadeira de madeira ou bastão de borracha.
O
que fazer
Cubra as queimaduras com uma gaze ou com um pano bem limpo.
Se a pessoa estiver consciente, deite-a de costas, com as pernas
elevadas. Se estiver inconsciente, deite-a de lado.
Se necessário, cubra a pessoa com um cobertor e mantenha-a
calma.
Procure ajuda médica imediata.
Se houver Parada Cardio Respiratoria
aplique os procedimentos a seguir:
O que não
fazer
Não dê nada à vítima para comer, beber ou
cheirar, na intenção de reanimá-la.
Só aplique os procedimentos que se seguem se tiver certeza de
que o coração não esta batendo.

Procedimentos
preliminares
Se o ferido estiver de bruços e houver suspeita de fraturas, mova-o,
rolando o corpo todo de uma só vez, colocando-o de costas no chão.
Faça isso sempre com o auxílio de mais duas ou três
pessoas, para não virar ou dobrar as costas ou pescoço, evitando
assim lesar a medula quando houver vértebras quebradas. Verifique então
se há alguma coisa no interior da boca que impeça a respiração.
Técnicas
de compressão torácica.
Vitimas
acima de 8 (oito) anos.
Posicionar
a vítima na horizontal (Decúbito Dorsal
Horizontal) numa superfície rígida,
posicionando-se lateralmente a mesma, na altura do
seu tórax;
Palpar
o apêndice xifóide (extremidade inferior do osso
esterno). Se houver dificuldade em localizá-lo,
palpar a última costela e seguir o rebordo costal
até o centro do tórax onde se encontra o apêndice
xifóide;
Colocar as suas mãos a uma distância de dois dedos
acima do apêndicexifóide apoiando a região tenar
e hipotenar da mão no centro do esterno e a outra mão
sobre a primeira;
Manter
os braços estendidos, num ângulo de 90º com o
corpo da vítima;
Comprimir o esterno cerca de
3 a
5 centímetros
, realizando as compressões com o peso de seu corpo
e não com a força de seus braços, no ritmo de 100
repetições por minuto;
No
caso de vítimas de trauma, ao deitá-la de costas,
fazê-lo de forma que proteja ao máximo a coluna da
vítima;
Os
dedos do socorrista, durante a compressão, não
devem apoiar no peito da vítima e sim ficar
estendidos e entrelaçados;
Após
cada compressão, aliviar totalmente o peso para que
o tórax retorne à posição normal e permita o
enchimento sangüíneo das cavidades cardíacas (diástole),
mas não perder o contato entre a base da mão e o tórax
da vítima;
Poderá
ser verificadas a efetividade das compressões, por
um segundo socorrista, com a palpação de pulso
carotídeo ou femoral.
Corpos Estranhos
O que acontece
Crianças pequenas podem, acidentalmente, introduzir objetos nas
cavidades do corpo, em especial no nariz, boca e ouvidos. Estes objetos são,
na maioria das vezes, peças de brinquedos, sementes, moedas, bolinhas
de papel e grampos. Se houver asfixia, a vítima apresentará pele
azulada e respiração difícil ou ausente.
No ouvido
Não tente retirar objetos profundamente introduzidos, nem
coloque nenhum instrumento no canal auditivo.
Não bata na cabeça para que o objeto saia, a não
ser que se trate de um inseto vivo.
Pingue algumas gotas de óleo mineral morno (vire a cabeça
para que o óleo e o objeto possam escorrer para fora), e procure ajuda
médica especializada imediatamente.
Nos
olhos
Não deixe a vítima esfregar ou apertar os olhos, pingue
algumas gotas de soro fisiológico ou de água morna no olho
atingido. Se isso não resolver, cubra os 2 olhos com compressas de
gaze, sem apertar, e procure um médico.
Se o objeto estiver cravado no olho, não tente retirá-lo,
cubra-os e procure ajuda médica. Se não for possível
fechar os olhos, cubra-os com um cone de papel grosso (por exemplo, um copo) e
procure ajuda médica imediata.
No
nariz
Instrua a vítima para respirar somente pela boca, orientando-a
para assoar o nariz.
Não introduza nenhum instrumento nas narinas para retirar o
objeto. Se ele não sair, procure auxílio médico.
Objetos
engolidos
Nunca tente puxar os objetos da garganta ou abrir a boca para
examinar o seu interior. Deixe a pessoa tossir com força, este é
o recurso mais eficiente quando não há asfixia.
Se o objeto tem arestas ou pontas e a pessoa reclamar de dor, procure
um médico.
Se a pessoa não consegue tossir com força, falar ou
chorar, é sinal de que o objeto está obstruindo as vias respiratórias,
o que significa que há asfixia.
Asfixia
O
que fazer
Aplique a chamada "manobra de Heimlich". Fique de pé
ao lado e ligeiramente atrás da vítima.
A cabeça da pessoa deve estar mais baixa que o peito. Em
seguida, dê 4 pancadas fortes no meio das costas, rapidamente com a mão
fechada. A sua outra mão deve apoiar o peito do paciente.
Se o paciente continuar asfixiado, fique de pé, atrás,
com seus braços ao redor da cintura da pessoa. Coloque a sua mão
fechada com o polegar para dentro, contra o abdômen da vítima,
ligeiramente acima do umbigo e abaixo do limite das costelas. Agarre
firmemente o pulso com a outra mão e exerça um rápido
puxão para cima. Repita, se necessário, 4 vezes numa seqüência
rápida.
Se a vítima for um bebê ou criança pequena,
deite-a de bruços apoiando no seu braço. Dê 4 pancadas
fortes, mas sem machucá-lo.
Mantenha o bebê apoiado no seu braço, virado de
costas, com a cabeça mais baixa que o resto do corpo, e apóie
2 ou 3 dedos no seu abdômen, ligeiramente acima do umbigo e abaixo da
caixa torácica. Pressione as pontas dos dedos com um ligeiro
alongamento ascendente. Se necessário, repetir 4 vezes.
Procure auxílio médico.
Envenenamento
O que acontece
Medicamentos, plantas, produtos químicos e substâncias corrosivas
são os principais causadores de envenenamentos ou intoxicação,
especificamente em crianças. Os sinais e sintomas mais comuns são
queimaduras nos lábios e na boca, hálito com cheiro da substância
ingerida, vômitos, alteração da pulsação,
perda de consciência, convulsões e, eventualmente, parada cárdio-respiratória.
O
que não fazer
Se a vítima estiver inconsciente, não provoque vômitos.
Não induza o vômito se a substância ingerida for
corrosiva ou derivada de petróleo (removedor, gasolina, querosene,
polidores, ceras, aguarrás, thinner, graxas, amônia, soda cáustica,
água sanitária, etc). Estes produtos causam queimaduras quando
ingeridos e podem provocar novas queimaduras durante o vômito ou liberar
gases tóxicos para os pulmões.
O
que fazer
Se possível, identifique o tipo de veneno ingerido e a
quantidade.
Se a vítima estiver consciente, induza vômitos se o
agente tóxico for medicamentos, plantas, comida estragada, álcool,
bebidas alcoólicas, cosméticos, tinta, fósforo,
naftalina, veneno para ratos ou água oxigenada.
Observação: a indução ao vômito
é feita através da ingestão de uma colher de sopa de
xarope de Ipeca e um copo de água, ou estimulando a garganta com o
dedo.
Se a pessoa estiver inconsciente ou tendo convulsões, não
induza ao vômito. Aplique, se necessário, a respiração
cárdio-pulmonar e procure socorro médico imediato.
Fraturas
Fratura
É a quebra de um osso causada por uma pancada muito forte, uma queda ou
esmagamento.
Há dois tipos de fraturas: as fechadas, que, apesar do choque, deixam a
pele intacta, e as expostas, quando o osso fere e atravessa a pele. As
fraturas expostas exigem cuidados especiais, portanto, cubra o local com um
pano limpo ou gaze e procure socorro imediato.
Fratura
fechada - sinais indicadores
Dor ou grande sensibilidade em um osso ou articulação.
Incapacidade de movimentar a parte afetada, além do
adormecimento ou formigamento da região.
Inchaço e pele arroxeada, acompanhado de uma deformação
aparente do membro machucado.
O
que não fazer
Não movimente a vítima até imobilizar o local
atingido.
Não dê qualquer alimento ao ferido, nem mesmo água.
O
que fazer
Solicite assistência médica, enquanto isso, mantenha a
pessoa calma e aquecida.
Verifique se o ferimento não interrompeu a circulação
sanguínea.
Imobilize o osso ou articulação atingido com uma tala.
Mantenha o local afetado em nível mais elevado que o resto do
corpo e aplique compressas de gelo para diminuir o inchaço, a dor e a
progressão do hematoma.
Entorse
É a torção de uma articulação, com lesão
dos ligamentos (estrutura que sustenta as articulações). Os
cuidados são semelhantes aos da fratura fechada.
Luxações
Luxação
É o deslocamento de um ou mais ossos para fora da sua posição
normal na articulação. Os primeiros socorros são também
semelhantes aos da fratura fechada. Lembre-se de que não se deve fazer
massagens na região, nem tentar recolocar o osso no lugar.
Contusões
Contusão
É uma área afetada por uma pancada ou queda sem ferimento
externo. Pode apresentar sinais semelhantes aos da fratura fechada. Se o local
estiver arroxeado, é sinal de que houve hemorragia sob a pele
(hematoma).
Improvise
uma tala
Amarre delicadamente o membro machucado (braços ou pernas) a
uma superfície, como uma tábua, revista dobrada, vassoura ou
outro objeto qualquer.
Use tiras de pano, ataduras ou cintos, sem apertar muito para não
dificultar a circulação sanguínea.
Improvise
uma tipóia
Utilize um pedaço grande de tecido com as pontas presas ao
redor do pescoço. Isto serve para sustentar um braço em casos de
fratura de punho, antebraço, cotovelo, costelas ou clavícula.
Só use a tipóia se o braço ferido puder ser
flexionado sem dor ou se já estiver dobrado.
Enfarte
O que acontece
O enfarte ou ataque cardíaco, mais precisamente chamado de infarto do
miocárdio, é a obstrução de uma artéria,
impedindo o fluxo sanguíneo para uma área do coração,
lesando-a. Ele pode ser fatal, por isso necessita de ajuda médica
imediata.
O
que fazer
Providencie auxílio médico imediato.
Deixe o paciente em posição confortável,
mantendo-o calmo, aquecido e com as roupas afrouxadas.
Se houver parada cárdio-respiratória, aplique a
ressucitação cárdio-pulmonar.
Parada Cardio Respiratoria
O que
acontece
Em decorrência da gravidade de um acidente, pode acontecer a parada cárdio-respiratória,
levando a vítima a apresentar, além da ausência de respiração
e pulsação, inconsciência, pele fria e pálida, lábios
e unhas azulados.

O que não
fazer
Não dê nada à vítima para comer, beber ou
cheirar, na intenção de reanimá-la.
Só aplique os procedimentos que se seguem se tiver certeza de
que o coração não esta batendo.

Procedimentos
preliminares
Se o ferido estiver de bruços e houver suspeita de fraturas, mova-o,
rolando o corpo todo de uma só vez, colocando-o de costas no chão.
Faça isso sempre com o auxílio de mais duas ou três
pessoas, para não virar ou dobrar as costas ou pescoço, evitando
assim lesar a medula quando houver vértebras quebradas. Verifique então
se há alguma coisa no interior da boca que impeça a respiração.
Técnicas
de compressão torácica.
Vitimas
acima de 8 (oito) anos.
Posicionar
a vítima na horizontal (Decúbito Dorsal
Horizontal) numa superfície rígida,
posicionando-se lateralmente a mesma, na altura do
seu tórax;
Palpar
o apêndice xifóide (extremidade inferior do osso
esterno). Se houver dificuldade em localizá-lo,
palpar a última costela e seguir o rebordo costal
até o centro do tórax onde se encontra o apêndice
xifóide;
Colocar as suas mãos a uma distância de dois dedos
acima do apêndicexifóide apoiando a região tenar
e hipotenar da mão no centro do esterno e a outra mão
sobre a primeira;
Manter
os braços estendidos, num ângulo de 90º com o
corpo da vítima;
Comprimir o esterno cerca de
3 a
5 centímetros
, realizando as compressões com o peso de seu corpo
e não com a força de seus braços, no ritmo de 100
repetições por minuto;
No
caso de vítimas de trauma, ao deitá-la de costas,
fazê-lo de forma que proteja ao máximo a coluna da
vítima;
Os
dedos do socorrista, durante a compressão, não
devem apoiar no peito da vítima e sim ficar
estendidos e entrelaçados;
Após
cada compressão, aliviar totalmente o peso para que
o tórax retorne à posição normal e permita o
enchimento sangüíneo das cavidades cardíacas (diástole),
mas não perder o contato entre a base da mão e o tórax
da vítima;
Poderá
ser verificadas a efetividade das compressões, por
um segundo socorrista, com a palpação de pulso
carotídeo ou femoral.
Vítima
com idade entre 1 (um) e 8 (oito) anos.
Posicionar
a vítima na horizontal (Decúbito Dorsal
Horizontal) numa superfície rígida,
posicionando-se lateralmente a mesma, na altura do
seu tórax;
Palpar
o apêndice xifóide (extremidade inferior do osso
esterno). Se houver dificuldade em localizá-lo,
palpar a última costela e seguir o rebordo costal
até o centro do tórax em que se encontra o apêndice
xifóide;
Colocar
uma única mão a uma distância de dois dedos acima
do apêndice xifóide. A outra mão permanece
apoiando a cabeça da vítima a fim de manter
abertas as vias aéreas;
Apoiar
a região tenar e hipotenar da mão no centro do
esterno, mantendo o braço estendido, num ângulo de
90º com o corpo da vítima;
Comprimir
o esterno
2,5 a
3,0 centímetros
. Realizar a compressão com o peso de seu corpo e não
com a força de seus braços, no ritmo de 100 repetições
por minuto;
No
caso de vítima de trauma, ao deitá-la de costas,
fazê-lo de forma que proteja o máximo que puder a
coluna da vítima;
Os
dedos do socorrista durante a compressão não devem
apoiar no peito da vítima, devem ficar estendidos;
Após cada compressão aliviar totalmente o peso
para que o tórax retorne a posição normal e
permita o enchimento sangüíneo das cavidades cardíacas
(diástole);
Poderá
ser verificada a efetividade das compressões, por
um segundo socorrista, com a palpação do pulso
carotídeo ou femoral.
Vítima
com idade abaixo de 1 (um) ano.
Posicionar
a vítima na horizontal (Decúbito Dorsal
Horizontal) numa superfície rígida,
posicionando-se lateralmente a dela, na altura do
seu tórax;
Traçar
uma linha imaginária entre os mamilos e colocar o
dedo indicador na linha imaginária;
Posicionar
os dedos médio e anelar imediatamente abaixo do
dedo indicador, retirando, em seguida, o dedo
indicador do tórax da vítima, mantendo-o apontado
para a linha imaginária;
Comprimir
o esterno cerca de um terço da profundidade torácica
da vítima (cerca de
1,5 cm
) usando a polpa digital dos dedos médio e anelar.
(A
compressão não deverá ser realizada no apêndice
xifóide ou acima da linha entre os mamilos);
Como
opção para compressão torácica pode-se envolver
o tórax da vítima com as duas mãos e posicionar
os dois polegares sobre o esterno (lado a lado) –
ou (um sobre o outro) – logo abaixo da linha dos
mamilos. Os outros dedos fornecem apoio necessário
ao dorso da vítima; ( esta
técnica é recomendada se empregada com 02 (dois)
socorristas utilizando equipamentos auxiliares na
reanimação (ressuscitador, cânula orofaríngea e
oxigênio)). No
caso da compressão torácica com os 2 polegares, a
técnica não é efetiva quando a vítima é grande
ou quando as mãos do socorrista são pequenas.
Após
cada compressão, aliviar a pressão para que o tórax
retorne à posição normal e permita o enchimento
passivo de sangue nas cavidades cardíacas;
Poderá
ser verificada a efetividade da compressão, por
meio de um segundo socorrista, palpando-se o pulso
braquial;
Realizar
compressões no ritmo de:
100
por minuto para vítimas com idade entre 1 ano e 28
dias;
100
por minuto para vítimas com idade abaixo de 28
dias.
Erros
mais comuns na aplicação de RCP
A
vítima não está posicionada sobre uma superfície
rígida;
A
vítima não está em posição horizontal;
Não
se executa adequadamente a manobra de liberação
das vias aéreas;
A
máscara não está perfeitamente selada e o ar
escapa;
As
narinas da vítima não estão fechadas na respiração
boca-a-boca;
As
mãos estão colocadas incorretamente ou em local
inadequado sobre o tórax;
As
compressões estão sendo realizadas muitas
profundas ou demasiadamente rápidas;
A
razão entre as ventilações e compressões está
incorreta;
A
RCP deixa de ser executada por mais de 5 segundos.
A
RCP deve continuar até que:
Ocorra
o retorno da respiração e circulação;
Ocorra
o retorno espontâneo da circulação (retorno do
pulso), situação em que deverá ser mantida a
ventilação de resgate;
A
vítima seja entregue sob os cuidados da equipe de
USA ou médica no hospital;
Médico
devidamente qualificado e identificado determine o
óbito da vítima no local.
Diferenças
de posicionamento das mãos durante a RCP, de acordo
com a faixa etária da vítima.
Reanimação
cardiopulmonar por faixa etária.
Em
vítimas com idade acima de 8 anos.
Confirmar
a PCR constatando:
Inconsciência;
Ausência
de movimento respiratório; e
Ausência
de pulso central (artéria braquial em vítimas com
idade abaixo de 1 ano e carotídeo em vítimas com
idade acima de 1 ano).
Informar
a Central de Operações, solicitar SAV ou autorização
para transporte imediato.
Posicionar
a vítima em DDH sobre uma superfície rígida.
Efetuar
30 compressões torácicas, no ritmo de 100 compressões
por minuto.
Efetuar
2 ventilações.
Manter
as compressões e ventilações na freqüência
30:2.
Verificar
o pulso central a cada 2 minutos:
Se
não houver pulso, RCP deve ser reiniciada pelas 30
compressões torácicas;
Se
houver retorno do pulso, porém respiração
ausente, iniciar a ventilação artificial.
ATENÇÃO
O
socorrista que ventila é responsável por avaliar a
eficácia da compressão, controle do tempo e
verificação do pulso central.
A
troca de posição entre socorristas deve ser feita
durante a verificação do
pulso central, não devendo exceder a 5 segundos.
Em
vítimas com idade entre 28 (vinte e oito) dias e 8
(oito) anos.
Confirmar
a PCR constatando:
Inconsciência;
Ausência
de movimento respiratório;
Ausência
de pulso central (artéria braquial em vítimas com
idade abaixo de 1 ano e carotídeo em vítimas com
idade acima de 1 ano).
Informar
a Central de Operações, solicitar SAV ou autorização
para
transporte imediato.
Posicionar
a vítima em DDH sobre uma superfície rígida.
Efetuar
30 compressões torácicas, no ritmo de 100 compressões
por minuto.
Efetuar
2 ventilação.
Manter
as compressões e ventilação na freqüência 30:2.
Verificar
o pulso central e respiração a cada 2 minutos:
Se
não houver pulso, a RCP deve ser reiniciada pelas
30 compressões torácicas;
Se
houver retorno do pulso, porém respiração
ausente, iniciar e manter a ventilação artificial.
Em
vítimas com idade inferior a 28 ( vinte e oito)
dias.
Confirmar
a PCR constatando:
Inconsciência;
Ausência
de movimento respiratório;
Ausência
de pulso central (artéria braquial em vítimas com
idade abaixo de 1 ano e carotídeo em vítimas com
idade acima de 1 ano).
Informar
a Central de Operações, solicitar SAV ou autorização
para transporte imediato.
Posicionar
a vítima em DDH sobre uma superfície rígida.
Efetuar
30 compressões torácicas, no ritmo de 100 compressões
por minuto.
Efetuar
2 ventilação.
Manter
as compressões e ventilação na freqüência 30:2.
Verificar
o pulso central a cada minutos:
Se
não houver pulso a RCP deve ser reiniciada pelas 30
compressões torácicas;
Se
houver retorno do pulso, porém respiração
ausente, iniciar e manter a ventilação artificial.
OBSERVAÇÕES
IMPORTANTES
Os
ciclos de reanimação iniciam-se com a compressão
torácica e terminam com a ventilação artificial;
Após
checagem de pulso ao término dos ciclos, estando
este ausente, deve o socorrista reiniciar a RCP com
as compressões torácicas;
Quando
efetuando a RCP com 2 socorristas, a fim de manter
um controle da freqüência de compressões e os
ciclos de RCP, utilizar a seguinte regra:
O
socorrista que ventila conta os ciclos;
O
socorrista que efetua as compressões marca somente
o ritmo das compressões.
O
socorrista que ventila é quem checa o pulso ao término
dos ciclos;
Marcação
de ritmo para vítima com idade acima de 8 anos: um,
dois, três, quatro, cinco quinze;
Marcação
de ritmo para compressões em vítima com idade
entre 28 dias e 8 anos: um, dois, três, quatro,
cinco;
Marcação
de ritmo para compressões em vítima com idade
abaixo de entre 28 dias: um, dois, três, quatro,
cinco – com mais velocidade.
Em
geral, na RCP em vítima acima de 8 anos, exige-se a
aplicação de 5
ciclos de
30x2
no
tempo de 2
minutos para
se atingir corretamente a técnica proposta para a
reanimação;
Em
situações de trauma, o colar cervical deve ser
aplicado em qualquer momento antes da movimentação
da vítima para a prancha longa por socorrista que não
esteja empenhado na RCP.
Picada de Cobra
As cobras são
animais de sangue frio, ou seja, não conseguem manter a temperatura de
seu corpo, quando seu corpo está "frio" seu metabolismo
diminui de tal forma que ela é capaz de ficar dias sem comer. Para a
digestão as cobras também precisam manter uma temperatura
"agradável", pois para o processo digestivo ocorrer é
preciso um bom funcionamento metabólico do animal, por isso que depois
de uma boa alimentação as cobras costumam ficar horas paradas ao
sol. Esse fato também explica a distribuição de cobras no
planeta, pode-se notar que em lugares frios não existem cobras e nem
outros tipos de répteis. Fora os lugares frios, as cobras se adaptaram
bem aos outros habitat, pode-se encontrar cobras desde os secos desertos até
as úmidas florestas tropicais. Muitos foram os fatores que
proporcionaram tal sucesso:
- As cobras comem a maioria dos bichos, desde insetos até mamíferos,
principalmente roedores e até ovos.
- Botam ovos (até
então os animais dependiam da água para sua reprodução.
ver anfíbios), esses ovos tornaram os animais independentes da água
em sua reprodução. Com vitelo o suficiente para nutrir o embrião
e uma casca que impede a perda de água, os ovos contribuíram
muito para as cobras e outros répteis dominarem o ambiente terrestre.
- Uma língua
bífida, capaz de detectar o cheiro de sua presa no ar.
- Uma incrível
capacidade de deslocar as mandíbulas, podendo assim comer animais
grandes.
- Dentes virados
para trás com a função de prender as vitimas
- Algumas
desenvolveram um veneno que pode paralisar ou até matar a presa em
instantes.
Identificação
Dessas
cobras, as venenosas, existem pequenos detalhes a serem lembrados:
-
Apresentam uma pequena cavidade, muitas vezes confundida com uma
narina, chamada fosseta loreal (foto)
- A forma
de sua cabeça é triangular e apresenta pequenas escamas.
- Possuem
grandes dentes frontais.
- Na
maioria das vezes chamam a atenção, seja pela cor ou por
seus ruídos (somente as cascavéis apresentam um
chocalho, que o som serve como um tipo de alerta para outros animais)
Mas lembre-se: alguns detalhes são muito difíceis de
serem notados e existem muitas exceções, portanto tome
cuidado com todas as cobras...
Caso você encontre uma e capture-a, envie-a para o Instituto
Butantã!

butantan.gov.br
O
que acontece
Aproximadamente 1% das picadas de cobras venenosas são fatais
quando a vítima não é socorrida a tempo. Mesmo
que seja impossível reconhecer a cobra que causou o acidente,
é necessário procurar um médico, enquanto mantém-se
a vítima deitada e calma.
O
que acontece
Aproximadamente 1% das picadas de cobras venenosas são fatais
quando a vítima não é socorrida a tempo. Mesmo
que seja impossível reconhecer a cobra que causou o acidente,
é necessário procurar um médico, enquanto mantém-se
a vítima deitada e calma.
Ação vasculotóxica - manifesta-se
por hemorragias devido a lesão vascular, equimoses e
sangramentos tais como epistaxe e gengivorragia.

Bolhas, equimoses, necrose, oligúria e anúria,
levando à insuficiência renal aguda (12h depois do
acidente). Em baixo uma necrose em um coelho que também foi picado
por uma bothrops
Ação proteolítica -
caracteriza-se por edema local firme, acompanhado de dor que pode
variar de discreta a intensa, bolhas, necroses e abscessos
Sinais
indicadores
Inchaço e dores, com sensação de
formigamento no local da mordida.
Manchas rosas na pele.
Pulso acelerado.
Fraqueza e visão turva.
Náuseas, vômitos e dificuldades para respirar.
O
que não fazer
Não dê álcool a vítima, sedativos
ou aspirinas.
Nunca faça cortes ou incisões.
O uso do torniquete é contra-indicado.
que fazer
Solicite socorro médico imediato.
Mantenha o local da mordida abaixo do nível do coração.
Em seguida, limpe-o com água e sabão.
Compressas de gelo ou água fria retardam os efeitos do
veneno.
Queimadura
DEIXE SEU FILHO CHORAR NA PORTA DA COZINHA, PARA QUE NÃO
CHORE NA PORTA DO HOSPITAL
Os mais comuns
acidentes domésticos
Podem derivar de contatos com fogo, objetos quentes, água
fervente ou vapor, com substâncias químicas, irradiações
solar ou com choque elétrico.

O
que acontece
As queimaduras leves (de 1º grau) se manifestam com vermelhidão,
inchaço e dor. Nas queimaduras de 2º grau a dor é
mais intensa e normalmente aparecem bolhas ou umidade na região
afetada. Já nas queimaduras graves de 3º grau a pele se
apresenta esbranquiçada ou carbonizada e há pouca ou
nenhuma dor.
Atenção
Se as roupas também estiverem em chamas, não deixe a
pessoa correr.
Se necessário, derrube-a no chão e cubra-a com um tecido
como cobertor, tapete ou casaco, ou faça rolar no chão.
Em seguida, procure auxílio médico imediatamente.

O
que não fazer
Não toque a área afetada.
Nunca fure as bolhas.
Não tente retirar pedaços de roupa grudados na
pele. Se necessário, recorte em volta da roupa que está
sobre a região afetada.
Não use manteiga, pomada, creme dental ou qualquer
outro produto doméstico sobre a queimadura.
Não cubra a queimadura com algodão.
Não use gelo ou água gelada para resfriar a
região.
O
que fazer
Se a queimadura for de pouca extensão, resfrie o local
com água fria imediatamente.
Seque o local delicadamente com um pano limpo ou chumaços
de gaze.
Cubra o ferimento com compressas de gaze.
Em queimaduras de 2º grau, aplique água fria e
cubra a área afetada com compressas de gaze embebida em
vaselina estéril.
Mantenha a região queimada mais elevada do que o resto
do corpo, para diminuir o inchaço.
Dê bastante líquido para a pessoa ingerir e, se
houver muita dor, um analgésico.
Se a queimadura for extensa ou de 3º grau, procure um médico
imediatamente.

Queimaduras
químicas - o que fazer
Como as queimaduras químicas são sempre graves,
retire as roupas da vítima rapidamente, tendo o cuidado de não
queimar as próprias mãos.
Lave o local com água corrente por 10 minutos (se
forem os olhos, 15 minutos), enxugue delicadamente e cubra com um
curativo limpo e seco.
Procure ajuda médica imediata.

A queimadura é uma lesão
estéril, por isso tenha cuidado ao manuseá-la e evite ao
máximo contaminá-la.
Queimaduras
solares - o que fazer
Refresque a pele com compressas frias.
Faça a pessoa ingerir bastante líquido,
mantendo-a na sombra, em local fresco e ventilado.
Procure ajuda médica
Sangramentos
As hemorragias
O controle da hemorragia deve ser feito imediatamente, pois uma hemorragia
abundante e não controlada pode causar morte em 3 a 5 minutos.
A hemorragia externa é a perda de sangue ao rompimento de um vaso sanguíneo
(veia ou artéria). Quando uma artéria é atingida, o
perigo é maior. Nesse caso, o sangue é vermelho vivo e sai em
jatos rápidos e fortes.
Quando as veias são atingidas, o sangue é vermelho escuro, e sai
de forma lenta e contínua.
A hemorragia interna é o resultado de um ferimento profundo
com lesão de órgãos internos.
Sangramentos externos - o
que fazer
Procure manter o local que sangra em plano mais elevado que o coração.
Pressione firmemente o local por cerca de 10 minutos, comprimindo com
um pano limpo dobrado ou com uma das mãos. Se o corte for extenso,
aproxime as bordas abertas com os dedos e mantenha unidas. Ainda, caso o
sangramento não cesse, pressione com mais firmeza por mais 10 minutos.
Quando parar de sangrar, cubra o ferimento com uma gaze e prenda-a
com uma atadura firme, mas que permita a circulação do sangue.
Se o sangramento persistir através do curativo, ponha novas ataduras,
sem retirar as anteriores, evitando a remoção de eventuais coágulos.
Observação: Quando houver sangramentos intensos
nos membros e a compressão não for suficiente para estancá-los,
comprima a artéria ou a veia responsável pelo sangramento contra
o osso, impedindo a passagem de sangue para a região afetada.
O que não deve
fazer
Não deve tentar retirar corpos estranhos
dos ferimentos;
Não deve aplicar substâncias como pó
de café ou qualquer outro produto.
Sangramentos
internos - como verificar o que fazer
Acidentes graves, sobretudo com a presença de fraturas podem
causar sangramentos internos.
A hemorragia interna pode levar rapidamente ao estado de choque e,
por isso, a situação deve ser acompanhada e controlada com muita
atenção para os sinais externos: pulso fraco e acelerado, pele
fria e pálida, mucosas dos olhos e da boca brancas, mãos e dedos
arroxeados pela diminuição da irrigação sanguínea,
sede, tontura e inconsciência.
Não dê alimentos à vítima e nem aqueça
demais com cobertores.
Peça auxílio médico imediato.
Sangramentos
nasais - o que fazer
Incline a cabeça da pessoa para a frente, sentada, evitando
que o sangue vá para a garganta e seja engolido, provocando náuseas.
Comprima a narina que sangra e aplique compressas frias no local.
Depois de alguns minutos, afrouxe a pressão vagarosamente e não
assoe o nariz.
Se a hemorragia persistir, volte a comprimir a narina e procure
socorro médico.
Torniquetes
- o que fazer
O torniquete deve ser aplicado apenas em casos extremos e como último
recurso quando não há a parada do sangramento. Veja como:
Amarre um pano limpo ligeiramente acima do ferimento, enrolando-o
firmemente duas vezes. Amarre-o com um nó simples.
Em seguida, amarre um bastão sobre o nó do tecido. Torça
o bastão até estancar o sangramento. Firme o bastão com
as pontas livres da tira de tecido.
Marque o horário em que foi aplicado o torniquete.
Procure socorro médico imediato.
Desaperte-o gradualmente a cada 10 ou 15 minutos, para manter a
circulação do membro afetado.
Aborto
O que é o
aborto?
Aborto é a interrupção da gravidez pela morte
do feto ou embrião, junto com os anexos ovulares. Pode ser
espontâneo ou provocado. O feto expulso com menos de 0,5 kg ou
20 semanas de gestação é considerado abortado..
Aborto espontâneo
O aborto espontâneo também pode ser chamado de aborto
involuntário ou "falso parto". Calcula-se que 25%
das gestações terminam em aborto espontâneo,
sendo que 3/4 ocorrem nos três primeiros meses de gravidez.
A causa do aborto espontâneo no primeiro trimestre, são
distúrbios de origem genética. Em cerca de 70% dos
casos, esses embriões são portadores de anomalias
cromossômicas incompatíveis com a vida, no qual o ovo
primeiro morre e em seguida é expulso. Nos abortos do segundo
trimestre, o ovo é expulso devido a causas externas a ele
(incontinência do colo uterino, mal formação
uterina, insuficiência de desenvolvimento uterino, fibroma,
infecções do embrião e de seus anexos).
Aborto provocado
Aborto provocado é a interrupção deliberada da
gravidez; pela extração do feto da cavidade uterina.
Em função do período gestacional em que
é realizado, emprega-se uma das quatro intervenções
cirúrgicas seguintes:
» A sucção ou aspiração;
» A dilatação e curetagem;
» A dilatação e expulsão;
» Injeção de soluções salinas.
Estima-se que seja realizado anualmente no mundo mais de 40 milhões
de abortos, a maioria em condições precárias,
com sérios riscos para a saúde da mulher. O método
clássico de aborto é o por curetagem uterina e o método
moderno por aspiração uterina (método de Karman)
só utilizável sem anestesia para gestações
de menos de oito semanas de amenorréia (seis semanas de
gravidez). Depois desse prazo, até doze semanas de amenorréia,
a aspiração deve ser realizada sob anestesia e com um
aspirador elétrico.
Aborto no Brasil
No Brasil, o aborto voluntário será permitido
quando necessário, para salvar a vida da gestante ou quando a
gravidez for resultante de estupro. O aborto, fora
esses casos, está sujeito a pena de detenção
ou reclusão.
Número de abortos
por 1000 mulheres 
Mortalidade
Nos países onde o
aborto é ilegal o número de mulheres que morrem, em
conseqüência de abortos realizados por pessoas sem
treinamento médico, é grande - cerca de 100 mortes por
100 mil operações. Já em operações
com assistência médica são cerca de 1,9 (antes
dos três meses da gestação) e 12,5 (após
três meses) mortes por 100 mil operações.
Nos países onde o aborto é legalizado, a taxa de
mortalidade entre as mulheres, em decorrência de problemas na
gravidez e no parto, é de nove em cada 100 mil. Durante
o século XX, a legislação liberou o aborto em
diversas situações médicas, sociais ou
privadas. Desde então, o movimento pela discriminação
para certos casos vem crescendo em todo o mundo.
Fetos sentem
dor durante o aborto
O aborto pode causar dor em fetos ainda
pouco desenvolvidos, acreditam pesquisadores do Hospital Chelsea, em
Londres. Segundo a responsável pela pesquisa, Vivette Glover,
fetos podem ser capazes de sentir dor já a partir da décima-sétima
semana de gestação. Por
isso, diz ela, médicos britânicos estão
estudando a possibilidade de anestesiar o feto durante intervenções
para interrupção da gravidez.
O estudo contraria a versão da entidade que reúne
obstetras e ginecologistas do Reino Unido, o Royal College of
Obstretics and Gynacologists. Para a organização, só
há dor depois de 26 semanas.
.
Anestesia no
aborto
Para Vivette Glover, pesquisas sugerem que o desenvolvimento do
sistema nervoso ocorre mais cedo do que se imaginava.
"Existem evidências de que o sistema nervoso se
desenvolve a partir de 20 semanas de gestação ou
talvez até depois de 17 semanas. Já que há a
possibilidade de dor, nós deveríamos dar ao feto o
benefício da dúvida", diz ela, que conclui
defendendo a utilização de anestesia. Ela pondera, porém,
que a dor dos fetos é provavelmente menos intensa.
A teoria ganhou apoio de entidades contrárias a realização
de abortos. "É mais uma prova de que a vida humana
começa no momento da concepção", diz Kevin
Male, da organização britânica Life.
Curiosidades
» Na Alemanha nazista
o aborto era proibido por que era dever da mulher fornecer filhos
para o III Reich.
» Os gregos permitiam o aborto, mas os romanos o puniam com
pena de morte.
» O primeiro país a permitir aborto no prazo de 28
semanas foi a Inglaterra, tornando-se atração turística
para feministas.
Afogamento
Afogamento é
a asfixia gerada por aspiração de líquido de qualquer
natureza que venha a inundar o aparelho respiratório. Haverá
suspensão da troca ideal de oxigênio e gás carbônico
pelo organismo.
SINAIS E SINTOMAS
Em um quadro geral pode haver hipotermia (baixa temperatura corporal), náuseas,
vômito, distensão abdominal, tremores , cefaléia (dor de
cabeça), mal estar, cansaço, dores musculares. Em casos
especiais pode haver apnéia (parada respiratória), ou ainda, uma
parada cárdio-respiratória
PREVENÇÃO
Para bebês- Estes nunca devem ser deixados sozinhos no banho ou próximo
a qualquer superfície líquida.
Para crianças- Além dos cuidados anteriores deve-se estimulá-las
a assumir responsabilidade por sua própria segurança. Elas devem
aprender a nadar e a boiar e devem compreender que não devem entrar em
águas perigosas. Saltos de trampolim são extremamente perigosos.
Para adultos- Estes devem ter noções sobre as suas limitações
principalmente quando suas funções normais estiverem
comprometidas devido ao manuseio de drogas, sejam elas medicamentos ou
bebidas. Evitar nadar sozinho em áreas não supervisionadas ou em
áreas onde as condições do meio líquido sejam
desconhecidas.
Qualquer nadador deve estar apto a nadar diagonalmente a uma corrente que o
pegou e não contra a mesma , se não conseguir escapar deve
chamar por socorro.
"NUNCA SE DEVE FINGIR ESTAR PRECISANDO DE
SOCORRO"
PRIMEIROS SOCORROS EM AFOGAMENTO
Objetivo
Promover menor número de complicações provendo-se o cérebro
e o coração de oxigênio até que a vítima
tenha condições para fazê-lo sem ajuda externa, ou até
esta ser entregue a serviço médico especializado.
Meios
Suporte Básico de Vida
(SBV) afim de habilitar a vítima aos
procedimentos posteriores do Suporte Cardíaco Avançado de Vida (SCAV).
O SBV consiste apenas em medidas não evasivas.
"NÃO É PERMITIDO AO SOCORRISTA NENHUMA
MEDIDA EVASIVA"
O socorrista
Deve promover o resgate imediato e apropriado, nunca gerando situação
em que ambos (vítima e socorrista ) possam se afogar, sabendo que a
prioridade no resgate não é retirar a pessoa da água, mas
fornecer-lhe um meio de apoio que poderá ser qualquer material que
flutue, ou ainda, o seu transporte até um local em que esta possa ficar
em pé. O socorrista deve saber reconhecer uma apnéia, uma parada
cárdio-respiratória (PCR) e saber prestar reanimação
cárdio-pulmonar (RCP) 
O resgate
O resgate deve ser feito por fases consecutivas : Compreendendo a Fase de
observação, de entrada na água , de abordagem da vítima,
de reboque da vítima, e o atendimento da mesma.
Fase de observação
Implica na observação do acidente, o socorrista deve
verificar a profundidade do local, o número de vítimas
envolvidas, o material disponível para o resgate.
O socorrista deve tentar o socorro sem a sua entrada na água,
estendendo qualquer material a sua disposição que tenha a
propriedade de boiar na água, não se deve atirar nada que possa
vir a ferir a vítima.
Em casos de dispor de um barco para o resgate, sendo este com estabilidade
duvidosa a vítima não deve ser colocada dentro do mesmo, pois
estará muito agitada.
Fase de entrada na água
O socorrista deve certificar-se que a vítima está
visualizando-o. Ao ocorrer em uma piscina a entrada deve ser diagonal à
vítima e deve ser feita da parte rasa para a parte funda. Sendo no mar
ou rio a entrada deve ser diagonal à vítima e também
diagonal à corrente ou à correnteza respectivamente.
Fase de Abordagem
Esta fase ocorre em duas etapas distintas:
Abordagem verbal; Ocorre a uma distância média de 03 metros da
vítima. O socorrista vai identificar-se e tentar acalmar a vítima.
Caso consiga, dar-lhe-á instruções para que se posicione
de costas habilitando uma aproximação sem riscos.
Abordagem física; O socorrista deve fornecer algo em que a vítima
possa se apoiar, só então o socorrista se aproximará
fisicamente e segurará a vítima fazendo do seguinte modo: O braço
de dominância do socorrista deve ficar livre para ajudar no nado , já
o outro braço será utilizado para segurar a vítima ,
sendo passado abaixo da axila da vítima e apoiando o peito da mesma,
essa mão será usada para segurar o queixo do afogado de forma
que este fique fora da água.
"O SOCORRISTA NÃO PODE PERMITIR QUE A VÍTIMA
O AGARRE"
Fase de reboque
O nado utilizado será o "Over arms" também
conhecido como nado militar , ou nado de sapo. Quando em piscinas e lagos o
objetivo sempre será conduzir a vítima para a porção
mais rasa . No mar, será admitido o transporte até a praia,
quando a vítima estiver consciente e quando o mar oferecer condições
para tanto; será admitido o transporte para o alto mar (local profundo
e de extrema calmaria), quando a vítima apresentar-se inconsciente e o
mar estiver extremamente revolto (essa atitude dará condições
ao socorrista de repensar o salvamento). Caso exista surfistas na área
o socorrista, deve-se pedir ajuda .
Quando o socorrista puder caminhar, deve fazê-lo, pois é mais
seguro do que nadar. Deverá carregar a vítima de forma que o
peito desta fique mais elevado do que a cabeça, diminuindo o perigo da
ocorrência de vômito.
Fase de atendimento 
O atendimento
Em Primeiros Socorros as alterações eletrolíticas e hídricas
decorrentes de diferentes tipos de líquidos(água doce ou
salgada) em que ocorreu o acidente não são relevantes, não
havendo tratamentos diferentes ou especiais. Os procedimentos em Primeiros
Socorros devem adequar-se ao estado particular de cada vítima, no que
se refere às complicações existentes.
Vale frisar que o líquido que costuma ser expelido após a
retirada da água provêm do estômago e não dos pulmões
por isso, sua saída deve ser natural , não se deve forçar
provocando vômito, pois pode gerar novas complicações.
Caso o acidente não tenha sido visto pelo
socorrista, ele deve
considerar que a vítima possui Traumatismo Raquimedular(TRM) e deverá
tomar todos os cuidados pertinentes a este tipo de patologia.
A nível de Primeiros Socorros deve-se sempre:
1. Acalmar a vítima, fazê-la repousar e aquecê-la através
da substituição das roupas molhadas e fornecimento de roupas
secas, casacos, cobertores e bebidas quentes
2. Manter a vítima deitada em decúbito dorsal procedendo com
a lateralização da cabeça ou até da própria
vítima afim de que não ocorra aspiração de líquidos.
3. Caso o afogado inconsciente seja deixado sozinho, ele deve ser colocado
na posição de recuperação que mantêm o corpo
apoiado em posição segura e confortável, além de
impedir que a língua bloqueie a garganta e facilitar a saída de
líquidos.

Outros procedimentos em casos particulares seriam:
1. Fazer a desobstrução das vias aéreas através
da extensão do pescoço , da retirada do corpo estranho e da tração
mandibular atentando sempre para a possibilidade de trauma cervical.
2. Em vítimas com parada respiratória, proceder com a respiração
boca-a-boca objetivando manter a oxigenação cerebral.
3. Em vítimas com PCR, efetuar a RCP em casos que o tempo de submersão
seja desconhecido ou inferior a uma hora.
Respiração Artificial Boca-a-Boca

Respiração
Artificial Boca-a-Boca
Reanimação
Cárdio Pulmonar
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