Informativo 05/2016



Iluminação de Emergência

    “Quando o incêndio ocorre em um edifício, a dificuldade da visibilidade em corredores, escadas e passagens pode significar a diferença entre uma evacuação ordenada e o caos, a diferença entre a vida e a morte.

    A história mostra que nos casos de incêndio em edificações o número de vítimas que sucumbiram em virtude de não conseguirem sair do edifício em razão da dificuldade de enxergar as saídas é significativo.

    O sistema de iluminação de emergência complementa a viabilidade da saída dos ocupantes do edifício, portanto não pode ser concebido isoladamente dos demais sistemas de segurança da edificação.

    É preferível que essa iluminação seja feita mediante luminárias instaladas próximo ao piso, pois assim corre-se menos risco de vê-las obscurecidas pela fumaça.

    De forma alternativa, a luminária deve estar abaixo da altura máxima do escape natural da fumaça.

    Um sistema de iluminação de emergência bem dimensionado utiliza uma fonte de energia independentemente da fonte normal de alimentação do edifício, que mantém a iluminação necessária de forma automática, em caso de interrupção da fonte de energia normal, em consequência de qualquer falha.

    A entrada automática do sistema de iluminação de emergência deve realizar-se em qualquer caso de falha da alimentação principal, por abertura do disjuntor, fusível ou qualquer manobra que interrompa o sistema normal de iluminação.

    A viabilidade da iluminação das rotas de fuga é muito importante.

    Lanternas portáteis não são utilizadas habitualmente como fonte de iluminação normal das saídas, porém podem ser utilizadas como fonte de emergência respeitando-se as restrições impostas pelas normas.

    Os materiais luminescentes, fluorescentes ou refletivos não podem ser substitutos de uma iluminação de emergência, já que não podem fornecer a intensidade luminosa suficiente; entretanto, o uso de materiais dessa natureza contribui para a sinalização das rotas de fuga ou até permitem a iluminação, mesmo que deficiente em certos ambientes que exigem a iluminação ininterrupta.

    Exemplo de tal situação seria a pintura de teto em uma sala de UTI.

    O sistema de iluminação de emergência deve ter autonomia adequada às exigências de segurança ao uso do edifício.

    O conteúdo técnico deste capitulo consiste no extrato das disposições da NBR10898 – Sistema de Iluminação de Emergência, exposto de forma simples, buscando apresentar os conceitos básicos de um sistema de iluminação de emergência.

    Para a elaboração de um projeto de iluminação de emergência e a devida instalação com todas as suas peculiaridades, a norma deve ser consultada.

(A Segurança contra incêndio no Brasil / Projeto Editora, 2008, p. 215)


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