Informativo 05/2016



Fonte Ilustrativa: Instrução Técnica nº 20/2011 do Corpo de Bombeiros da PMESP - Sinalização de emergência, p. 485

Saida de Emergência

    “Como enfatiza a ISO 6241 – Performance standards in building, as edificações, no todo ou suas partes, devem possuir elementos de segurança para diminuir o risco de início de um incêndio, limitar sua propagação e os efeitos do calor e fumaça para possibilitar condições de evacuação de pessoas em tempos eficientes.

    Quando há opções de escolha entre rotas de fuga, dentre os fatores que influenciam a escolha das saídas de emergência, e que podem estimular ou intimidar pessoas que estão procurando escapar de um sinistro, estão a fumaça, o calor e cheiro, características individuais como idade, dificuldade de locomoção, parcial ou total, temporária ou permanente.

    Outros tipos de exposições prováveis, além da perda de visibilidade e do calor, que podem gerar condições perigosas, são a presença de produtos tóxicos e irritantes, obscurecimento das rotas de fuga por fumaça e o colapso estrutural.

    Existe a tendência de as pessoas a adotar o percurso mais familiar para a saída, que é a entrada normal da edificação, do que uma saída de emergência pouco familiar (SIME, 1991).

    Abandono de edificação em caso de sinistros

    O National Institute of Standards and Technology (NIST) publicou o resultado de entrevistas pessoas que saíram do incêndio nas torres gêmeas, do WTC.

    Relataram que houve uma demora, em torno de seis minutos, para iniciarem a reação, tendo desligado seus computadores, pegado objetos pessoais, telefonaram em vez de se dirigirem para as saídas de emergência.

    Em geral, o ser humano reage lentamente a uma emergência (MONCADA, 2005).

    Isso é agravado, em caso de casas noturnas, nas quais são acrescentados os efeitos do álcool, drogas, luzes fortes intermitentes e som alto.

    A maioria das pessoas que sobrevive às situações de emergência não é a mais jovial e forte, mas a que está mais consciente e preparada de como agir nessas situações.

    Isso é comportamento adquirido com treinamento específico, no caso, de abandono de área em situações de emergência.

    Os sistemas de combate a incêndios devem estar em perfeitas condições de operacionalidade, bem projetados e instalados, e pessoal da equipe de emergência bem treinada para aplicar o plano de abandono desenvolvido para cada edificação, contemplando suas especificidades, atualizando frequentemente a relação de pessoas com dificuldade de locomoção, visando à incolumidade dos ocupantes, à proteção ao patrimônio e ao meio ambiente.

    Durante um incêndio, as pessoas que estiverem em um local fechado devem tocar a porta, antes de abri-la, sentir a temperatura e procurar sentir se há pressão, de fora para dentro do ambiente.

    Caso haja alguma indicação de fogo no ambiente ao lado, se não puder sair, deve procurar vedar as frestas e sinalizar a presença pela janela.

    No WTC, quando a fumaça e o calor invadiram os ambientes, muitas pessoas quebraram janelas, buscando refrescar o local, e a entrada desse ar fresco trouxe os gases aquecidos para essas janelas.

    Várias pessoas saltaram pelas janelas, sozinhas ou de mãos dadas, mas tantas outras, que estavam mais próximas dos parapeitos, acabaram sendo empurradas pelas outras que buscavam respirar (DWYER e FLYNN, 2005, p.156).

    A fumaça, que dificulta a visibilidade, durante um incêndio, contém CO, entre outros gases, que possui mais afinidade com a hemoglobina do sangue que o oxigênio.

Isso afeta o sistema nervoso central provocando sintomas como mal-estar, distúrbios de funções motoras, perda de movimento, perturbações de comportamento (fobia, agressividade, pânico, coma, etc.).

    A escassez de oxigênio pode ocasionar a morte de células do cérebro e levar à lesão que causa parada respiratória e morte.

    Os projetos de arquitetura das edificações precisam considerar a movimentação de fumaça dentro dos ambientes em caso de incêndio, e promover barreiras arquitetônicas e sistemas de extração de gases, além dos sistemas de proteção e combate.

    As rotas de fuga devem conduzir a saídas de emergência adequadas para a população prevista para o local.

    Essa adequação precisa considerar que a tendência do mercado de construção é de prédios maiores e, também, cada vez mais altos.

    As saídas de emergência devem atender à demanda da população, em caso de sinistros, seja por compartimentação, rotas de fuga, escadas de emergência, áreas de refúgio, seja por elevadores de emergência totalmente protegidos da ação de gases e chamas, com sistema de alimentação de energia independente do geral da edificação. ”

(A Segurança contra incêndio no Brasil / Projeto Editora, 2008, pp. 96 a 97)


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